BeeFood oferece site próprio de cardápio para restaurante receber pedidos fora dos aplicativos
A BeeFood, empresa de tecnologia de Sorocaba (SP), oferece um site próprio para restaurante, lanchonete e dark kitchen que querem receber pedidos fora dos aplicativos de delivery.
O cardápio digital funciona por link próprio e por QR Code, recebe os pedidos pelo WhatsApp e avisa o cliente em cada etapa, do pedido feito ao concluído.
Para o dono que concentra o delivery nos aplicativos, ter um endereço de pedidos que pertence ao restaurante muda a conversa com o cliente.
A matéria explica o que a BeeFood entrega nesse canal, como o pedido anda dentro dele e onde ele convive com as plataformas que o restaurante já usa.
O que um restaurante recebe com um site próprio de cardápio digital?
O restaurante recebe um endereço de pedidos que é dele, com cardápio digital, link próprio e QR Code.
A BeeFood descreve o produto como um site próprio para restaurante, lanchonete e dark kitchen vender sem depender de marketplaces, em que o cliente acessa um link rápido e intuitivo, escolhe o pedido e finaliza sozinho, ou entra pelo QR Code, sem aplicativo e sem cadastro.
Para o dono que quer saber como montar um cardápio digital, a proposta da empresa reúne cardápio, link e QR Code no mesmo endereço. Em operações com mesas e comandas, cada uma recebe o seu QR Code, e o cliente abre o mesmo cardápio digital pelo celular.
A empresa promete taxa zero nas vendas feitas pelo cardápio digital e diz que o dono recebe o valor integral de cada pedido. A promessa é da BeeFood e vale para o canal próprio, sem alcançar os pedidos que chegam pelos marketplaces.
Na prática, a diferença está em quem controla a porta de entrada. No aplicativo, o cliente chega pela vitrine da plataforma. No link próprio, chega por um caminho que o restaurante divulga, atende e acompanha por conta própria.
Como o pedido chega e como o cliente acompanha cada etapa?
O pedido chega pelo WhatsApp, e o cliente recebe avisos a cada etapa até o pedido ser concluído.
No fluxo pelo WhatsApp, o cliente envia uma mensagem, o sistema da BeeFood identifica o pedido, apresenta o cardápio e finaliza tudo automaticamente, e as notificações cobrem as cinco etapas, de pedido feito, aceito, pronto, em entrega e concluído, até o fechamento da compra.
Depois da entrega, o sistema envia recibo e pede uma avaliação ao cliente, também de forma automática. A empresa prevê ainda o envio de campanhas promocionais pelo mesmo canal, o que mantém o contato com quem já pediu.
Para a equipe, as etapas funcionam como um roteiro de atendimento, e o cliente vê em que ponto o pedido está sem precisar perguntar. No site próprio para restaurante da BeeFood, o dono acompanha o mesmo encadeamento de estados que o cliente recebe, do aceite ao pedido concluído.
Canal próprio e aplicativos de delivery convivem no mesmo balcão?
Os aplicativos seguem como principal canal de faturamento, e o canal próprio ocupa uma fatia menor, mas relevante.
Na pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) com 2.176 donos de estabelecimentos, divulgada em 14 de março de 2025, os marketplaces respondiam por 54% do faturamento do delivery, o WhatsApp por 26%, o app ou site próprio por 12% e o telefone por 8%.
Lidos pelo lado de quem vende, os números mostram que as plataformas continuam à frente e que o restaurante já fatura por canais que controla. O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, diz que o crescimento do WhatsApp é natural porque dá mais controle aos estabelecimentos.
Para o dono que depende de uma plataforma, o site próprio funciona como destino do cliente que já conhece o restaurante e prefere pedir direto.
A BeeFood também prevê a convivência com os aplicativos.
A empresa centraliza pedidos do iFood, 99Food, Keeta, Rappi, Aiqfome e de outros marketplaces em um único painel, com aceite automático, sem precisar clicar para confirmar cada pedido.
Na rotina da cozinha, isso significa olhar para uma tela de pedidos em vez de várias, e o aceite automático tira do atendente o clique de confirmação.
O restaurante segue nos aplicativos e acrescenta o canal próprio ao lado deles, sem trocar um pelo outro.
Como cupom e cashback trazem o cliente de volta ao canal próprio?
Cupom e cashback dão ao cliente um motivo para pedir direto no canal do restaurante.
O cardápio digital da BeeFood permite criar cupons para dias específicos, combos, primeiras compras ou para recuperar clientes inativos, com regras de valor mínimo, datas e horários, limite por cliente e limite total de usos, e o cashback dá ao cliente créditos para usar nos próximos pedidos.
As regras existem para o dono controlar o alcance de cada cupom.
Um cupom com valor mínimo, data e limite por cliente tem escopo definido, e o dono sabe de antemão onde ele vale e quantas vezes pode ser usado.
Para o cliente que deixou de pedir, o cupom funciona como convite para voltar pelo link próprio, em vez de procurar o restaurante dentro de um aplicativo.
No site próprio para restaurante, a campanha parte do dono, que escolhe o dia, o combo e o público.
O que o dono do restaurante pode olhar antes de escolher onde vender?
O dono pode comparar os canais por controle do relacionamento, custo por pedido e alcance de novos clientes.
Os dados da Abrasel indicam que os aplicativos concentram a maior fatia do faturamento do delivery e que WhatsApp e site próprio já aparecem nas respostas dos donos, então a pergunta útil para o restaurante é quanto de cada canal faz sentido para a sua operação.
Sobre o relacionamento, no canal próprio o restaurante conversa com o cliente pelo WhatsApp e define campanhas e cupons, funções que a BeeFood inclui no cardápio digital.
Sobre o custo por pedido, a empresa promete taxa zero nas vendas pelo cardápio digital, e o dono compara essa promessa com as condições que cada aplicativo oferece ao seu restaurante.
Sobre o alcance, a Abrasel registra que os aplicativos oferecem boa visibilidade, logística de entrega e sistemas de pagamento integrados, vantagens que o site próprio para restaurante não substitui.
Por isso o dono que já vende bem nas plataformas pode tratar o canal próprio como complemento, e quem depende de um só aplicativo tem nele uma saída para reduzir essa concentração.
Para o dono de restaurante, a pergunta de fundo é de quem é o contato com o cliente.
Quem vende só pelos aplicativos opera dentro das regras de cada plataforma, e quem soma um canal próprio ganha um endereço de pedido que pode divulgar, atender e acompanhar por conta própria, sem abrir mão das vendas que os marketplaces já trazem.
